Muitas visões, muitos olhares

Olhos de água, olhos de águia. Percepções sutis de pessoas sensíveis, únicas, globais. Olho no olho, amizade que escorrega como manteiga. Recepção calorosa, brasileira de mesa posta. Cama mesa, banho. Minha casa, não é a casa de Irene, mas aconchega, chega, chega mais e traz um pouco do seu tempero de pessoa. Traz sabor à vida, alimenta-nos de sonhos!

Princípio do início

Tudo tem um começo. Uma história, um princípio. O que começou com uma sugestão de um amigo, virou um projeto. Eu não sabia por onde trilhar ainda, por onde dar o pontapé inicial. Bem, deram na porta da minha casa. Então, me sentindo invadida, resolvi fazer o que já tinham feito sem minha permissão: ABRIR MINHA CASA. Nossa casa. Por um período ela foi minha e de algumas pessoas. Várias nacionalidades, um tipo: pessoas do mundo.

Em 2008, quando iniciei a faculdade, eu precisava urgentemente dividir despesas, pois estudar e trabalhar no Brasil quase sempre são atividades feitas conjuntamente, quando não se nasce em berço esplêndido. Então conheci Gabriela O’Leary através do Senac. Ela foi minha primeira roommate. Americana, falante do bom português, fizemos amizade fast, fast. Começou a troca, o intercâmbio. Cultura, música, língua, fotos...

Depois de 3 anos e pouco, outras pessoas especiais passaram por aqui, por menos, mais tempo, não importa. Ajudaram-me com as despesas, sim, mas isso não foi nem de longe o principal. Foram meses e meses de intenso contato, alguns dias bons, outros nem tanto. Mas a grande riqueza dessas experiências é o que quero deixar aqui, online, pra que possamos continuar fazendo essa troca, mesmo que seja assim de longe e navegando nas ondas e teias dessa rede mundial.

O TRABALHO
Dentre meus queridos hóspedes pincei 4 mulheres especiais -não que todos os que por aqui passaram não o sejam - que se enfiaram de cabeça no projeto.
Minhas ex-roommates já tinham saído de minha casa e foram para vários cantos do mundo. A ideia foi pedir a elas 6 fotos de temas específicos: A FRENTE DA MINHA CASA, MINHA RUA, MEU CÉU, MINHA CAMA, UM AUTORRETRATO E UMA FOTO SURPRESA. Essas fotos foram feitas por mim também, aqui no Brasil. As imagens vieram acompanhadas de um texto enviado por elas, que representasse o que sentiam sobre cada foto.

O trabalho final está representado aqui no blog no "marcador" A OBRA. A edição de todo o material resultou em 6 mosaicos divididos em 2 trípticos, representando os olhares íntimos de cidadãs no mundo.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Alexandre Sequeira - Olhares daqui!

Esse fotógrafo de Belém (PA) fez um trabalho que se assemelha um pouco ao meu. Juntou dois pequenos mundos aqui do Brasil através da fotgrafia. Espero que eu, humildemente, possa fazer jus e concretizar um trabalho no mínimo relevante como o dele.


"Meu mundo Teu

Dois adolescentes que não se conhecem trocam impressões sobre suas realidades a partir de cartas e fotografias. A mescla dessas informações de mundo apresentadas por Tayana Wanzeler, moradora do bairro do Guamá na cidade de Belém e Jefferson Oliveira, morador da ilha do Combú na região amazônica, compõe uma série de 15 trabalhos que revelam uma nova realidade construída a partir do diálogo estabelecido entre esses dois adolescentes. Ao conduzir encontros fotográficos ao longo do ano de 2007 com cada um dos adolescente, Alexandre propôs a experimentação de registros fotográficos com câmeras artesanais de um e dois orifícios além de câmeras convencionais com dupla exposição de filmes. O resultado da construção dessa rede de afetos são imagens que confundem diferenças e semelhanças num todo que aponta para novas significações adquiridas a partir desse encontro."






Fotos e textos retirados do blog do autor.
http://alexandresequeira.blogspot.com/

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